segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dica para fazer matéria sobre a Saúde Pública em São Paulo

Tudo isso que será mostrado na série Saúde em Agonia, no SBT Brasil, só foi possível porque parte dos funcionários não aguenta mais a eterna crise da saúde em São Paulo. Pra que a gente conseguisse entrar nos hospitais públicos recebemos uma valiosa dica: deveríamos ir sempre de manhãzinha, bem cedo. Sabe por quê? Porque os chefes que ocupam cargos de confiança - e que impediriam nossa entrada - nunca estão nos hospitais nesse horário. Eles só chegam pra trabalhar mais tarde, perto do almoço... Curioso, não?

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sobre os protestos

Olha só... quando uma torcida organizada quebra tudo na saída do estádio, nenhum jornal questiona o resultado do jogo. Imbecil tem em todos os lugares. Muitas vezes, ao lado da gente mesmo, numa reunião de trabalho. O resultado das manifestações é infinitamente maior do que os estragos.
E a notícia que vi nas ruas nesses dias todos como jornalista é:
"Ufa! Enfim, acordamos!"

Manifestação na Praça da Sé, em São Paulo

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O sorriso do gigante

A entrevista coletiva do gigante do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, era pra falar do câncer que ele descobriu ter no cérebro. Cirurgia, radioterapia, quimioterapia, o risco da morte... nada tirou o sorriso do rosto dele. "Não vou morrer dessa merda, eu não!" Os 2m05 de altura de Oscar são proporcionais ao tamanho da lição de vida que tivemos hoje.




segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pra quem não conhece...

Esta é a Polícia Civil em Guarulhos, a segunda maior cidade do Estado de São Paulo. Mais de um milhão e duzentos mil habitantes. Dizer mais o quê?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A realidade da Polícia de São Paulo

Um rápido giro pelo interior de São Paulo e pudemos ver que o problema da violência no Estado tem, também, uma outra explicação: a completa falta de estrutura das polícias civil e militar. Nunca me esquivei de matérias que apontam erros cometidos pela Polícia. Tem gente que diz que gosto desse tipo de reportagem. Talvez...
Mas é preciso assumir que não é fácil oferecer segurança se o policial trabalha numa delegacia caindo aos pedaços, se o prédio que o investigador é obrigado a ir todos os dias para trabalhar divide espaço com um boteco ou fica em cima de um açougue. A vida real da polícia de São Paulo. Sem rodeios, sem medo de incomodar ou ajudar o governo A ou B. Pra quem quiser ver...

Reportagem feita com os parceiros Ronaldo Dias, Fabio Serapião, Cristian Mendes, Ronaldo Felix, Guilherme Zwetsch e Fernando Capelari.

 



 



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Quando o silêncio diz tudo

Enquanto íamos ao Cemitério Quarta Parada, na zona leste, para o velório do universitário Vitor Hugo Deppman, pensei quantos enterros já não cobrimos e quantos mais ainda teremos que ir. Essa é a pior pauta do mundo. Me recuso a abordar famílias que velam seus parentes para conseguir uma entrevista. Nem me aproximo. Se a pessoa quiser falar, a iniciativa terá que ser dela. É a únicia forma que encontro de respeitar a dor, de não tratar a morte de alguém como mais uma reportagem.
Sei que, muitas vezes, não é bem isso que se espera de um repórter. Mas é assim e ponto. E não quero aqui ditar regra ou criticar quem trabalha de outra forma. É só o meu jeito.
Nos muitos velórios que fomos poucas vezes vi tanta dor. Estava estampada no rosto das pessoas. O silêncio cortava como navalha. O repórter cinematográfico Ronaldo Dias, os editores Guilherme Zwetsch (texto) e Fernando Capellari (imagem) e eu tentamos transportar esse sofrimento para a matéria, com respeito e sem "espetáculo".
O silêncio falou por todos nós.
Em tempo: A mãe de Vitor, Marisa Deppman, deu uma rápida entrevista, que aparece na matéria. Não foi pra mim. Eu não conseguiria.

 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Os Anonymous

Em tempos (cada vez mais) modernos, foi uma grata surpresa conhecer um hacker do grupo Anonymous. As matérias sobre a venda de senhas do Infoseg - banco de dados do Ministério da Justica para combater o crime - não existiriam sem a iniciativa do hacker em denunciar a fraude. Parece piada, mas a arma do Governo Federal para a segurança pública é usada hoje por criminosos. Que País é esse, não? Por isso, fica aqui registrado o muito obrigado ao hacker do bem que, assim como muitos, não se conforma com os rumos do Brasil.
Para ver as matérias, clique: Infoseg 1, Infoseg 2, Infoseg 3 e Infoseg 4


segunda-feira, 4 de março de 2013

Nem sempre dá certo...

Quando viajamos até o sertão da Bahia tínhamos duas missões: revelar detalhes da investigação que descobriu o envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) com o tráfico de drogas na região e mostrar a degradante situação das cadeias em diversas cidades da Bahia. Pra isso, tínhamos o apoio de policiais (ligados ao sindicato), delegados, juízes e promotores. Todos diziam que era preciso mostrar a situação das delegacias, que tinham presos em celas superlotadas e destruídas.
E é preciso levar a sério esse problema. Por isso, rodamos mais de mil e quinhentos quilômetros em 48 horas. E o que aconteceu? Todos deram pra trás. Os policiais-sindicalistas disseram que era melhor "não arriscar".
- "Já, já é tempo de dissídio. E se a gente bater, sabe como é, não tem aumento...", disse o investigador.
O delegado pediu pra gente nem gravar a fachada da delegacia. Ele podia ser punido, perder o cargo e teria o salário diminuído. O juiz, depois de uma conversa de duas horas e meia, nos entregou algumas fotos. Mas achou melhor não se 'expor'. E a promotora não nos recebeu. Mandou servir um café do lado de fora do prédio do Ministério Público. Como se o problema não fosse de todos nós. Mas a gente não esqueceu.
Em tempo: não aceitei o café da promotora.

 As celas

 Cadeia feminina tem apenas uma cela

 
O chuveiro
 
 O banheiro

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Toma...

Charge do cartunista Carlos Latuff.
E quem vai dizer que não é isso mesmo?


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Fronteira Abandonada

Essa é uma lição que eu já tinha aprendido. Mas a série "Fronteira Abandonada" é, talvez, o melhor exemplo. Jornalismo em TV é trabalho de equipe. Seria impossível chegar ao resultado final sem os companheiros:

Ronaldo Dias: repórter cinematográfico que faz qualquer imagem parecer especial.
Fernando Rodolfo: produtor que chegou até os traficantes no Peru e na Bolívia. Pouquíssimos têm esse talento.
Cristian Mendes: assistente que cuida do equipamento todo e ainda encara 1.400 quilômetros de estrada.
Guilherme Zwetsch: incansável editor de texto que cuida de cada segundo das matérias.
Edivaldo Carvalho, o Alemão: editor de imagem que ficou, nos últimos 5 dias, 50 horas dentro da ilha de edição.
Renato Lima: editor de arte que deu o brilhante toque final.


Rio Acre, cidade de Assis Brasil

Para ver a série clique: reportagem 1, reportagem 2reportagem 3.