terça-feira, 13 de outubro de 2009

Antes da entrevista... sempre vem uma discussão

Na terceira e última reportagem da série 'O Fim da Privacidade - Senha do Crime', fizemos uma entrevista com um major da polícia militar. Um homem muito inteligente, que cuida do setor de processamento de dados da PM. A entrevista que foi ao ar durou poucos segundos. Para assistir, clique aqui.
Mas pra chegarmos a esses poucos segundos... não foi fácil. Antes de gravar, com tudo pronto, tivemos uma looonga reunião com oficiais da PM que cuidam da Comunicação Social da corporação. Eu, o repórter cinematográfico Ronaldo Dias, o assistente da equipe, o major e dois tenentes (um homem e uma mulher). Na matéria, mostramos que até os dados pessoais do comandante da PM, Coronel Álvaro Camilo, estavam acessíveis no site criminoso.
A intenção da PM era ótima. Entender a pauta, explicar até onde poderia ir e etc... De fato, o assunto é delicado. Até que O TENENTE decidiu abrir a boca. E num tom tipo, "estou falando com a tropa". A seguir, parte do diálogo:

O TENENTE: "Mas por quê você tem que falar da PM e do comandante?? Deixa de fora!"
REPÓRTER: "Agora, o senhor está pensando na minha matéria, é isso?
(silêncio)
O TENENTE: É.
REPÓRTER: Isso é problema meu. Na minha matéria penso eu...
A TENENTE: Calma, gente... peraí!
REPÓRTER: O senhor pensa na sua resposta, esse é o SEU trabalho. E eu penso na minha matéria, que é o MEU trabalho.
A TENENTE: Calma, gente... peraí!
REPÓRTER: Eu não me meto no seu policiamento, por quê o senhor quer se meter na minha matéria?
A TENENTE: Calma gente...

Às vezes isso acontece... (quer dizer, muitas vezes).
Mas acabou tudo bem, pra nós. A entrevista foi dada, a matéria foi ao ar e O TENENTE não abriu mais a boca.

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