sexta-feira, 2 de outubro de 2009

E agora? Como fica o "amigo" da Polícia?

Uma tonelada e meia de fogos! Era o que o dono da loja de fogos de artifício de Santo André, Sandro Castelani, tinha escondido na casa de um cunhado. Na semana passada, a loja dele explodiu, matando 2 pessoas e ferindo 12. Sandro fugiu, apareceu quando quis, deu entrevista ao lado do delegado, foi chamado de "nosso amigo" pelo homem que é responsável por investigar o caso, parou o carro dentro da delegacia e foi embora sem sequer ser indiciado.
O dono da loja também fez cara de vítima, disse que a vida dele tinha acabado enquanto jurava que NÃO estocava grande quantidade de fogos. "Estava só com 50% da capacidade". E agora? Como fica o "nosso amigo"?
Está na lei que o cidadão investigado tem o direito de mentir. Mas não me lembro de ver escrito em nenhuma lei o tratamento VIP que Sandro recebeu durante a entrevista coletiva, nos fundos do 3º Distrito Policial de Santo André.
Ah! E pra completar, outra história interessante de lá... Quando estávamos de plantão na porta da delegacia, um investigador (tipo fortão, sabe?) chegou em uma moto e já foi gritando: "Não grava a minha cara, não!! Vocês da imprensa são f... Quando a gente prende bandido, grava a gente. E quando a gente é preso, grava também!!" Ué? O que ele queria???
O melhor foi a resposta do brilhante repórter cinematográfico Ronaldo Dias: "A gente grava mesmo... vamos gravar você agora andando de moto sem capacete!!!" O investigador não gostou muito e nós demos boas risadas...

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