sábado, 24 de outubro de 2009

Memórias do Tremendão

Erasmo Carlos, o eterno 'Tremendão' da Jovem Guarda, está lançando um livro de memórias (Minha Fama de Mau, Ed.Objetiva, 360 pags). Li várias entrevistas dele essa semana. Achei tão bacana, que decidi colocar aqui um trecho impagável do livro:
Erasmo Carlos e Roberto Carlos no banheiro de um restaurante em Santa Mônica, EUA:
"Roberto foi para a pia lavar as mãos, tendo o cuidado de antes pegar papel higiênico para abrir a torneira. Ao ver a pia do lado vazia e perceber que eu não o acompanhava, perguntou:
- Bicho, você não lava as mãos para pegar no seu piru, não?
Feliz da vida pelo alívio do xixi saindo, respondi que não. Em tom didático ele retrucou:
- Mas deve lavar, meu irmão. Os médicos não se cansam de dizer que os órgãos sexuais masculinos e femininos são muito sensíveis a infecções, por isso sempre recomendam o máximo de higiene. Não custa nada você fazer isso, é uma questão de preservação do corpo. Se é que você gosta do seu corpo - provocou.
- Gosto muito, principalmente do meu piru - respondi veemente, admitindo que havia algum fundamento em sua preocupação. - Adoro ele. É o símbolo da minha virilidade, é o instrumento do meu prazer, me obedece, me entende, não me pede nada, não dá trabalho nenhum, está sempre pronto para guerra. Quer saber? Acho que ele é meu melhor amigo!
Ao me ouvir falar isso, Roberto rebateu na hora:
- Seu melhor amigo?
Já enxugando as mãos, após tê-las lavado, eu disse:
- É, bicho, ele sou eu, eu sou ele, somos um só, enfrentando a vida, perseguindo nossa felicidade, nos aturando um ao outro. Não posso viver sem ele.
Pensando que a conversa chegara ao fim, me preparei para abrir a porta com os ombros, já pensando no cigarrinho que fumaria na volta à mesa. Foi quando Roberto me parou e perguntou, com cara de gozador:
- Seu piru já te emprestou dinheiro?
Sem entender na hora a intenção da pergunta, respondi que não.
Foi quando sua fisionomia se transformou. Com um largo sorriso comemorando minha negativa, fez um sinal de positivo com o polegar, dizendo:
- Ah! Então eu sou o seu melhor amigo!"

Um comentário:

  1. Você é uma peça, xará. Não sabia que gostava do tremendão. Grande abraço, Fábio Eitelberg

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