sexta-feira, 28 de maio de 2010

O dia dos malucos

Quinta-feira foi dia de ir até Guarulhos, na Grande São Paulo. A matéria era sobre um louco que pegou uma faca em uma prateleira e atacou três homens, dentro de um Hipermercado Extra. Uma das vítimas, um comerciante chinês, morreu. Nosso destino era o 1º Distrito Policial de Guarulhos.
Estávamos na porta da delegacia. Nós, do SBT, e colegas da Rede Globo. Eis que vem uma mulher baixinha, uns 20 e poucos anos e completamente vesga. Eu estava pronto pra gravar uma passagem e ela parou do meu lado. Vira e mexe, isso acontece. Alguns até me chamam de "curva de rio". E a tal mulher disse:
- "Ai meu Deus! Ainda bem que vocês vieram! Eles são muito tarados! Desculpa eu estar assim, desarrumada, viu moço."
Percebi que a mulher não batia bem (malucos que andam pelas ruas adoram equipes de TV). E perguntei:
- "Quem que é tarado?"
- "Eles, ué? Não tá vendo? E a Record? Tá aí?"
O repórter cinematográfico do SBT Claudenir Puga até tentou:
- "Da licença pra gente, dá. Só um pouquinho pra gente trabalhar, fica aqui do meu lado."
E a mulher nem deu bola. Ficou ali, parada do meu lado. Só falava dos tarados. Quando ela perguntou de novo sobre a Record, encontrei a saída:
- "Serve a Globo? Eles tão ali."
Ela adorou:
- "A Globo? Serve. Cadê?
Apontei para o querido colega Fábio Turci, que foi rápido:
- "A Globo? Tá lá, olha. Na outra esquina, lá embaixo."
E deu certo. A mulher foi embora procurar a Globo na outra esquina. E eu consegui gravar a passagem.
Só que tinha mais. Na hora que estávamos indo embora, saiu de dentro da delegacia outra mulher: 1,60m, uns 100 quilos, um rabo de cavalo do lado esquerdo da cabeça e uma chupeta amarrada no pescoço:
- "Eu matei, viu? Eu matei, tá me ouvindo? Matei! Matei!"
Só não indiquei o Fábio Turci de novo porque ele tinha que gravar uma passagem.

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