terça-feira, 1 de junho de 2010

Dilma Rousseff e José Serra

Segunda-feira (31), fomos até o evento da Revista Exame acompanhar a palestra dos prés-candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Os dois falariam sobre o mesmo tema: "Brasil - A Construção da 5ª Maior Economia do Mundo". Dilma às 11h40 e Serra às 17h40.
Como não poderia deixar de ser, cada um puxou a sardinha para o seu lado. Dilma falou, em linhas gerais, que tá tudo bem, obrigado. Me senti na Bélgica. Já Serra disse que tudo vai de mal a pior. Me senti na Somália. Mas não era isso que eu queria falar.
O que me chamou a atenção foi a quantidade de vezes que Dilma Rousseff repetiu a expressão "sem sombra de dúvida". E pra tudo, para o bem e para o mal. Eu contei sete "sem sombra de dúvida", mas depois que ela tinha dito várias outras vezes. Deve ter chegado em 12, 13 em 30 minutos. Dá um "sem sombra de dúvida" a cada 2 minutos e 30 segundos. É muita sombra, não? Teve um colega de uma rádio que soltou a seguinte frase: "É que a sombra dela tem barba..."
E pra dizer que não falei do Serra, é impressionante como ele não respeita horário pra nada. É a autoridade que mais se atrasa no País. E na segunda-feira, claro, não foi diferente. A platéia, que reunia os principais empresários e executivos do País, esperou por mais de 20 minutos.
Dois colegas, de uma emissora de TV e de uma rádio, soltaram a melhor pérola sobre o tucano: "Se ele faz isso aqui, com esse bando de gente rica, imagina numa favela." E o colega da rádio respondeu: "E ele vai em favela??"

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