quarta-feira, 11 de agosto de 2010

José Serra, coxinhas e pancadaria

Na terça-feira (10), o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi ao centro de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, para uma caminhada e um café num boteco. Aquele coisa de sempre... Muitas pessoas esperavam por ele com bandeiras nas mãos. Quando o tucano chegou, com uma hora e meia de atraso (como sempre), começou a correria. O "pessoal das bandeiras", que recebe R$ 30,00 por dia pelo trabalho, partiu pra cima do candidato. Fotógrafos e cinegrafistas também. Serra entrou rapidinho num bar para o tal café. E o pessoal da bandeira e a imprensa atrás, disputando espaço. Sem falar na turma dos puxa-saco que também compareceu. A confusão era tanta que a luz do boteco apagou. Depois, quebraram a estufa de coxinhas e esfihas do bar. Foi tudo pro chão. Era coxinha rolando pra todo canto. Pra completar, um cinegrafista da BAND decidiu subir no balcão para gravar o importante gole de café do tucano. Pisou em prato, xícara, pão de queijo... Um segurança do candidato não gostou e mandou, sem muito jeito, o cinegrafista descer. O cara desceu de uma só vez, enfiando o pé no peito do segurança. Aí virou luta. O tal segurança, que é policial militar, deu um golpe no câmera como se estivesse dominando um terrorista. Jogou o equipamento no chão, deu uma gravata no coitado e, no vocabulário do próprio pm, "imobilizou" o cidadão. Foi um circo. Teve jornalista tentando emplacar a notícia: "Segurança de Serra agride cinegrafista". Mas não colou. E o prejuízo do boteco com a estufa quebrada e as coxinhas e esfihas perdidas foi pago na hora, em dinheiro, pelo PSDB.

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