quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O 'furo' que envergonha

Ontem (1), setores da imprensa em Brasília soltaram a seguinte informação: José Alencar morreu. O vice-presidente da República está internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, por causa da incansável luta contra o câncer. Pronto. A partir daí, teve início uma correria insana pra ver quem daria primeiro a notícia da 'morte' de José Alencar.
Rapidamente, repórteres que acompanham de perto o estado de saúde do vice-presidente descobriram que tudo não passava de um boato. Naquele momento, José Alencar recebia uma visita e lia o livro lançado recentemente sobre a história da vida dele. E, mesmo assim, teve gente insistindo que não era verdade. Uma estúpida correria em busca de um 'furo jornalístico'. O amigo e repórter de mão cheia, José Roberto Burnie, me disse por telefone, indignado: "O que as pessoas querem? Brigar pra ver quem dá primeiro a morte do José Alencar?"
Durante as eleições, um site de notícias anunciou a morte de Romeu Tuma. O senador estava internado e morreu mais de um mês depois. A 'barrigada' ficou por isso mesmo. Não houve nem um pedido de desculpas. Que o furo faz parte do bom e ágil jornalismo, eu concordo. Mas pra tudo tem limte. Por uma questão de decência.

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